
Filhos do embaixador do Iraque em entrevistas incomentáveis, fotografia do Diário Digital
O embaixador suíço junto da OCDE, Stefan Flueckiger, 54 anos, foi detido em Paris, depois de uma perseguição de carro a alta velocidade, quando se deslocava no seu carro de matrículas diplomáticas, por excesso de velocidade e embriaguez.
E o Ministério dos Negócios Estrangeiros suíço revelou imediatamente que levantará a imunidade diplomática, caso as autoridades francesas venham a solicitá-lo.
E Rui Boavida, 40 anos, diplomata português da Reper – Representação Portuguesa na UE – foi detido em Bruxelas por tirar uma fotografia na rua, e se

Jovem de Ponte Sor agredido selvaticamente por filhos do embaixador do Iraque, fotografia da TVI24

tornar suspeito de espionagem.
O filho de um diplomata da UE na Tunísia foi detido em Lisboa, por cá por esfaquear uma pessoa (no caso, o pai).
As autoridades do Bangladesh detiveram diplomata norte-coreano, no aeroporto de Daca, com lingotes de ouro avaliados em 1,8 milhões de dólares.
Nos EUA, por muito diplomática que seja a matrícula de um carroi, se houver qualquer transgressão de trânsito, ele é multado e não se aceita imunidade diplomática.
Isto tudo para dizer que os excessos de prudência nacional, relativamente à imunidade diplomática de 2 filhos (logo os 2) do embaixador do Iraque em Portugal que tudo indica quiseram assassinar um miúdo em Ponte de Sor (li que até o atropelaram propositadamente, depois de o espancarem até á inconsciência) me parece completamente surrealista. Obviamente a imunidade diplomática não existe para os filhos dos diplomatas assassinarem quem querem. Se a Rússia tivesse a certeza de que os seus sequazes seriam sempre tratados com tantas pinças, certamente não se daria a trabalhos consideráveis para disfarçar as suas acções.
Será que isto é uma forma de acabar de vez com a imunidade diplomática, mostrando ao mundo como ela é absurda? E, no entanto, há casos em que a imunidade deve prevalecer, para evitar pressões indevidas sobre os diplomatas – nunca para safá-los a eles ou aos filhos de crimes comuns.