Vinagrete 16.11.01 – Passos mete nojo por poder dever à SS

Fotografian do Diário Digital

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Uma senhora que gritou das galerias da Assembleia da República que Passos Coelho ‘mete nojo’, precisamente quando se conheceram as dívidas dele à Segurança Social (que, por ordem do seu Executivo, então em funções, fazia executar qualquer bem, incluindo casas de família, de qualquer outro português devedor, sobretudo se fosse pobre e necessitado) está às voltas com a Justiça. É a tal injustiça da Justiça.

Porque a necessidade de ordem democrática exige que uma pessoa não se ponha aos berros nas galerias da Assembleia da

Fotografia do CM

Fotografia do CM

República. Esta estava no meio de uma manifestação, e teve o azar de ser topada e agarrada. Porque muitos outros berraram também, mas conseguiram escapar incólumes.

O problema é que ela estava cheia de razão. Porque Passos era terrífico para qualquer outro devedor da Segurança Social, mas ele não a pagava, e até alardeava desconhecer a necessidade de pagamento (

Fotografia de Capela Arraiana

Fotografia de Capela Arraiana

desconhecimento este que não valia para mais ninguém, a não ser para ele).

A senhora talvez seja mesmo condenada, como pede o Ministério Público. Ainda por cima, o eleitorado, em boa parte (pode dizer-se que é a parte mais ignorante, mas vale igual que as outras) não se ralou nada com as dívidas de Passos, e continuou a votar nele. Por isso, a Justiça popular não seria melhor que esta má Justiça. E aqui estou eu sem saber também o que se devia fazer á senhora que teve toda a razão no que disse e na sua indignação (o que certamente contará na Justiça coimo atenuantes), mas não teve em incomodar um órgão tão democrático como o Parlamento (mesmo sabendo que muitos dos seus membros não o são nada).

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