
Fotografian do Diário Digital
Uma senhora que gritou das galerias da Assembleia da República que Passos Coelho ‘mete nojo’, precisamente quando se conheceram as dívidas dele à Segurança Social (que, por ordem do seu Executivo, então em funções, fazia executar qualquer bem, incluindo casas de família, de qualquer outro português devedor, sobretudo se fosse pobre e necessitado) está às voltas com a Justiça. É a tal injustiça da Justiça.
Porque a necessidade de ordem democrática exige que uma pessoa não se ponha aos berros nas galerias da Assembleia da

Fotografia do CM
República. Esta estava no meio de uma manifestação, e teve o azar de ser topada e agarrada. Porque muitos outros berraram também, mas conseguiram escapar incólumes.
O problema é que ela estava cheia de razão. Porque Passos era terrífico para qualquer outro devedor da Segurança Social, mas ele não a pagava, e até alardeava desconhecer a necessidade de pagamento (

Fotografia de Capela Arraiana
desconhecimento este que não valia para mais ninguém, a não ser para ele).
A senhora talvez seja mesmo condenada, como pede o Ministério Público. Ainda por cima, o eleitorado, em boa parte (pode dizer-se que é a parte mais ignorante, mas vale igual que as outras) não se ralou nada com as dívidas de Passos, e continuou a votar nele. Por isso, a Justiça popular não seria melhor que esta má Justiça. E aqui estou eu sem saber também o que se devia fazer á senhora que teve toda a razão no que disse e na sua indignação (o que certamente contará na Justiça coimo atenuantes), mas não teve em incomodar um órgão tão democrático como o Parlamento (mesmo sabendo que muitos dos seus membros não o são nada).