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José Sócrates vai lançar um novo livro, lá para finais deste mês (dia 28), sobre o carisma, intitulado O Dom Profano – Considerações Sobre o Carisma. Diz o autor que a ideia lhe sugeriu quando esteve preso em Évora, e vai abarcar o assunto desde o carisma religioso de São Paulo, passando pelo sociológico de Max Weber, para certamente chegar ao político dos nossos tempos.
Sócrates, que não é parvo (como diz o ditado ‘o teu filho que seja o inteligente, e o meu o esperto’), mas nunca escondeu uma certa ganância económica, já percebeu que tem nestes livros uma bela fonte de rendimento. Mas também de influência. E também uma oportunidade de audiência, não só com o que escreve, mas também ao falar nos

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lançamentos. O que deverá agradecer aos amigos que o fizeram subir na política, e aos magistrados que, na sua obsessão de perseguição, na realidade só lhe dão benesses.
De resto, isto do carisma político, actualmente, só me dá que pensar. Nos tempos que correm, o carisma parece ser um exclusivo da pior gente que anda na política, como o próprio Sócrates, Passos (que me parece demasiado parecido com ele), Trump (talvez pior que ambos), Órban, Le Pen e por aí fora. Hoje, aparentemente, só os péssimos têm carisma. Para os bons é necessário muito e constante esforço.