
Bactérias hospitalares, fotografia de hrsp.com.br
As bactérias multirresistentes hospitalares, impossíveis de debelar com os medicamentos conhecidos, parece serem hoje a maior ameaça à saúde pública, segundo a ONU (que funciona com a OMS). Houve até 193 países que por lá assinaram uma declaração sobre a matéria.
Os antibióticos, receitados em excesso por médicos menos preparados, como parecem ser muitos dos portugueses, são apontados como principal motivo do surgimento de tais bactérias, que

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vão evoluindo para resistirem aos antibióticos que as combatem. De facto, é patético sabermos que doentes com simples pneumonias, instalados em hospitais onde se pensava que seriam melhor tratados do que em casa, acabarem por morrer com essas bactérias

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apanhadas nos hospitais. Para já não falar noutros que em simples cirurgias, mas dada a fragilidade física de um operado, também apanham as ditas bactérias nos blocos operatórios, morrendo rapidamente não da operação em si, mas da vil bactéria.
Estou convencidíssimo da razão dos que contestam o uso exagerado dos antibióticos. Mas estranho não se falar da higiene hospitalar – que, quando existia, também limpava muito os hospitais destes horrores. E num momento em que é preciso criar empregos, porque é que não se dá atenção a estes problemas humanos, em vez de se dar tanta às folhas de Excel que mandam simplesmente despedir pessoas, a começar pelos sectores de higienização?