E lá caiu Dilma

Fotografia de portalcontinental.com.br

A alegria vencedora dos corruptos
Dilma Rousseff foi esta quarta-feira, ontem, afastada de vez da Presidência do Brasil, com 61 (mais do que os 2/3 necessários, o que daria 54) senadores a votarem favoravelmente o seu impeachment, e 20 contra. Não houve abstenções.
Michel Temer irá assim assumir com a sua indisfarçável sofreguidão neste caso o cargo de Presidente efetivo do Brasil e terminar o mandato de Dilma, até 31 de dezembro de 2018.
Dilma Rousseff foi desta forma considerada culpada de um crime que parece não ser exactamente crime, mas uma opção política discutível, a que ela tinha todo o direito (as chamadas ‘pedaladas fiscais’, ou seja, orçamentos maquilhados). Os senadores anti-Dilma, quase

Fotografia de poderanglicano.com.br
todos implicados em casos de corrupção, cantaram no fim o hino nacional – que desta forma parece ser de vez a música preferida dos corruptos brasileiros. Não há vislumbre de novas eleições, que os corruptos temem como o diabo à cruz ou os muçulmanos ao toucinho. E chega-se à conclusão que o sistema político brasileiro não está ainda preparado para defender a democracia das golpadas dos de sempre. E lá terão os brasileiros de levar com um Temer em quem nunca votariam, mesmo distraídos.