Vinagrete 16.08.25

Filipinos entraram na loucura da Justiça Popular

Fotografia de exotica.com

Fotografia de exotica.com

Duterte, fotografia de forbes.comDevemos repensar seriamente as formalidades democráticas, quando vemos serem eleitos (já não falo no louco do Hitler) pessoas como Isaltino Morais, em Oeiras, ou Rodrigo Duterte, nas Filipinas. Vem isto a propósito de ter visto defender uma nova modalidade de democracia indirecta e representativa (a que sempre defendi) num filme agora em exibição em Lisboa, chamado Àmanhã. Alguém sugere que se junte, a uma câmara baixa partidária, um Senado de gente sorteada à maneira dos sorteios dos jurados dos tribunais. E, de repente, a ideia pareceu-me aceitável.

O que não é aceitável é Rodrigo Duterte ser Presidente as Filipinas, e incentivar ali a Justiça popular com execuções imediatas e à margem dos tribunais. Ainda por cima nas Filipinas, um dos países em que a Policia tem fama de ser mais criminosa do que

Justiças populares e policiais, fotografia de digitalmipibu.com.br

Justiças populares e policiais, fotografia de digitalmipibu.com.br

os criminosos que gozam desse estatuto oficial.

Leio hoje num jornal que, perante uma investigação do Senado das filipinas, um responsável policial explicou que, das 1916 execuções registadas nas últimas 7 semanas (36 por dia), 750 foram em operações policiais (em que pelos vistos a própria Polícia decide aviar o preso indefenso), outra quantidade grande se deveu aos Comités Vigilantes de Cidadãos (que perigo!), e mais 40 são atribuídas a conflitos pessoais não detalhados. Horror dos horrores! Está na hora de rever a Democracia, talvez com uns sorteios do tipo dos jurados.

Deixe um comentário