Os erros médicos e diagnósticos tecnológicos

Morta por erro médico, fotografia de noticias.r7.com
A história de que os jornais falaram é esta: uma rapariga de 19 anos foi encontrada pela mãe morta no quarto, estendida na cama, com a televisão ainda ligada. Tinha ido vezes sem conta ao hospital, e mandaram-na sempre para casa com o diagnóstico de uma simples ansiedade. Afinal, a autópsia demonstrou que tinha um tumor na cabeça enorme, com 1,6kg.
O estranho de tudo isto é que o caso se passou em 2013, e só agora saltou para as páginas dos jornais. Aparentemente, só agora se soube de facto, porque também só agora o Estado se pôs a investigar a hipótese de um erro médico mortal.
Claro que erros médicos, e infelizmente até mortais, houve toda a vida e por todo o lado. Mas como vivemos numa época em que os médicos já não estão preparados para fazer diagnósticos (ainda há pouco, um bastonário da velha escola dos médicos bons a fazerem diagnóstico denunciava o sistema de educação nacional, que promove a formação de médicos muito avançados nas teorias, mas com pouca prática útil no sector), devemos fixar-nos nos tais meios tecnológicos de diagnóstico, cada vez mais caros, mas igualmente precisos. Ora ficamos agora a saber que, a esta rapariga, nem sequer uma TAC ou uma ressonância magnética, estes médicos ignorantes em diagnóstico fizeram… Será o Estado que os persegue para não gastarem dinheiro em meios de diagnóstico? Ou seria o Governo da altura a fazê-lo? Devia-se então processar um ministro? Mais os médicos que aceitam a intromissão dos ministros onde eles não deviam intrometer-se?